
Rusga ao Senhor da Pedra
- de 1935
Minha mãe foi porta-bandeira,
Há mais de setenta anos,
Num grupo de jovens raparigas, animados,
Que, ficou a ser, o Clube dos “Chalados”
1937(?)
Antigamente, ia meu pai montado em cavalo,
O cavalo é que ia a pé,
Todo repostado ia o cavaleiro,
A meter vista às moçoilas, prazenteiro.
1937 - 1940 (?)
Fui ao Senhor da Pedra, a pé,
Minha mãe também lá foi,Também o meu pai já lá ia,
E com eles ia a família.
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CANIDELO EM VILA NOVA DE GAIA
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TRADIÇÃO NO DIA FESTIVO DO SENHOR DA PEDRA:
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CAMINHADA AO SENHOR DA PEDRA
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A MIRAMAR - ARCOZELO - GAIA
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Rusga ao Senhor da Pedra de 1935
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Olha ali, que menina bonita,
Tão elegante tão distinta;
É a formosa protegida, neta,
Da portentosa matriarca, - a Mestra.
É a beleza de porta-bandeira,
Suporta-a no alto, altiva.
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Vamos para o Senhor da Pedra,
Ver se a pegada do boi medra;
Foi milagre de antigamente.
Hoje vai milhares de gente,
De Canidelo, é tradição;
Desta aldeia todos vão.
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E lá vai a ti Conceição,
No grosso da expedição,
A tocar nos seus ferrinhos,
Por todos aqueles caminhos.
Mil Novecentos e trinta e cinco;
Vão dos oito aos oitenta e cinco.
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A seu lado segue o ti Zé,
Todo o caminho a pé,
Ao pescoço pendurado o tambor,
Maçaneta a bater-lhe com fulgor,
Saca d´almoço noutra mão,
Só vai comer arroz de feijão.
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Vai ancião excitado,
Com seu cavaquinho afinado,
Tilinta as cordas maravilhado,
Segue seu fado desgarrado,
Toca as modas de então;
Dança Esmeralda e Julião.
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Vai o Victor com sua viola,
Abre caminho por ali fora,
A tocar a cantar e orquestrar,
Por entre matas e pinheirais,
Ao ombro sacola a desfraldar,
Almoço, arroz e nada mais.
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Cruzam-se no caminho outras rusgas,
Também desta aldeia Canidelo,
Nenhumas com som tão belo,
Nem os malaquecos nem Os Primavera;
Tocatas tão harmoniosas, pudera,
Como a nossa rusga dos Chalados,
Não existe em nenhuns destes lados,
Terras de Rei Ramiro e seus reinados.
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É a rusga do “Grupo Os Chalados”,
Mais de trinta divertidos foliões,
Concertinas, harmónicas, acordeões,
Violas, banjos, Violinos,
Tambor, reco-reco e ferrinhos,
Mais o Alexandre a cantar;
O tenor improvisou com sua voz,
Foi a honra de todos nós.
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João da mestra
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RUSGA AO SENHOR DA PEDRA
-
– CANIDELO 1937 (?)
/
Ficou gravado na memória,
Grande rusga com Glória,
Saiu para festa de rebenta,
Lá pelos anos quarenta.
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O Mário, no Cavaquinho,
No Violão, o Victor manquinho,
Na Braguesa, o Francisco Ribeiro,
De Almeara partiram primeiro,
Com passagem p´lo Paniceiro.
/
Juntou-se o José Teixeira,
A tocar o seu Violão,
Ao passarem junto do Amor
E, todos juntos foram então,
P´ro Senhor da Pedra grande, ao Senhor,
P´ra junto daquela Ribeira.
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Lá, no cimo do Penedo:
O Mário, o Victor, o Ribeiro e o Teixeira,
Acompanhados pelo fadista e tenor,
Alexandre Monteiro,
cuja voz causava dor,
Na Alma e no Coração,
De toda a gaiata solteira,
Cantaram ao Senhor da Pedra,
Que, hoje a tocata, Sagrada, era.
/
Rivalizavam os Ranchos e as Tunas,
As Marchas e as Rusgas,
Os Marchantes Cantadores,
Acompanhados com seus tambores,
Violinistas, guitarristas, tocadores;
Dos Grupos dos Chalados,
Dos Primavera e Malaquecos,
A tocarem as suas Rebecas.
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João da mestra
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Contributo para a história das Rusgas ao Senhor da Pedra, levadas a cabo por Canidelenses, desta feita, a organizada pelo meu pai, Alexandre Monteiro, entre 1936 a 1942.
João da mestra
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Ao Senhor da Pedra Pequeno