quarta-feira, 28 de abril de 2010

Florinha na janelinha



Florinha na janelinha
Lá na minha aldeia,
havia uma casinha velhinha,
mesmo defronte da minha,
onde uma menininha,
logo de manhãzinha,
aparecia à janelinha;
com um rosto bonitinho,
e um lindo sorrisinho,
pronta, logo me dizia,
- bom dia,
Quando eu era um menininho.



Os anos passaram,
a idade avançou.
A casa derrubou,
a janela acabou.









Hoje, a menininha é velhinha;
naquele lugar, na janelinha,
está lá uma florinha,
que a colocou um irmão meu,
foi um presente que me deu.













Florinha na janelinha
Lá na minha aldeia,
havia uma casinha velhinha,
mesmo defronte da minha,
onde uma menininha,
logo de manhãzinha,
aparecia à janelinha;
com um rosto bonitinho,
e um lindo sorrisinho,
pronta, logo me dizia,
- bom dia,
Quando eu era um menininho.
Os anos passaram,
a idade avançou.
A casa derrubou,
a janela acabou.
Hoje, a menina é velhinha;
naquele lugar, na janelinha,
está lá uma florinha,
que a colocou um irmão meu,
foi um presente que me deu.
majosilveiro




sexta-feira, 2 de abril de 2010

COITADAS DAS CRIANÇAS DE HOJE

COITADAS DAS CRIANÇAS DE HOJE


Coitadas das crianças de hoje, …

…que, vivem em “coutadas” - infantários - sem os espaços mínimos adequados e necessários, sem condições de vária ordem como a higiene, sem alimentação adequada, sem o pessoal necessário - até o especializado; crianças essas que suas mães ou seus pais (pais e mães) ali os enfiam aos três meses, alguns, porque simplesmente não os querem amamentar, aturar, sacrificarem-se, porque querem andar livres.
…que, vivem em “colmeias” - casas de amas - sem as mesmas condições que as primeiras, ou piores, -normalmente piores - onde são lançadas pelos próprios infantários das juntas de freguesia quando não existe espaço naqueles e onde essas, as crianças, durante um ou dois ou mais anos estão sujeitas a todos os perigos conhecidos como os maus tratos, espancamentos, violações, que, uma vez descobertos, já tardiamente, são as tristes notícias dos midia.
…que, vivem “prensadas” em apartamentos minúsculos, onde tudo lhes falta desde um quarto adequado a uma zona ou um pátio para brincar e, onde nada podem fazer além de sentadas verem televisão dezasseis horas se oito forem para dormir.
…que, entregues, ou vivam, somente com um dos conjugues - normalmente a mãe - normalmente também sem os carinhos e os cuidados daquele que a cuida -, assim como do que está ausente, devido a uma separação porque egoístas, um e outro, pela sua própria felicidade e ou de amor para com outros, que por hipocrisia e cretinice de um ou dos dois que presunçosos e autoritarismos um para com o outro se esquecem do amor e da felicidade que deveriam de dar aos filhos.
…que, vivem inseridas em famílias promíscuas, conjuntamente, os filhos dela, os filhos dele, os filhos de ambos, os filhos do namorado (porque não do amante?) e os filhos da amante (quando é homem é amante! que tem, não namorada!), onde, educação é coisa absolutamente desconhecida e onde os valores da família são “produtos” que não servem de alimentação - nem para o corpo nem para o espírito - em casas (?) (chamar-lhes-ia pocilgas humanas) onde só há fome e miséria mental.
…que, a ser aprovada lei, irão ser adoptadas por “casais” de homossexuais, por dois machos (?) ou por duas fêmeas (?) e ou,
…que, já assim o estão - que já assim vivem -, em comunhão (de quê ?).
…que, sofrem pelo jogo do empurra ou do jogo do cinismo, em que nenhum - nem pai nem mãe - ou os seus familiares, os querem por qualquer motivo invocado, mas, de igual forma, as que todos querem à viva força e, então,
…que, são disputadas como joguetes, que tribunais indecisos e juízes incompetentes entregam hoje a um amanhã a outro e no outro dia a outro e as quais sofrem o desespero de gostarem ou amarem mais aqueles que já eram seu “pais” porque nunca conheceram outros e de ir viver com quem nunca viu de lado nenhum. Caricato é tribunais entregarem crianças a quem anteriormente as abandonou, as rejeitou, as maltratou, as prejudicou, as seviciou, em prejuízo (mais para a criança) de quem sempre as soube tratar, alimentar, cuidar, educar, amar.
…que, vivem em bairros de lata porque pais incompetentes, dependentes do álcool, da droga - e outros vícios mais - gastam o que o sistema democrático - social lhes dá de subsídios de toda a espécie, - inclusive o abono de família -, que deveria de ser para sua alimentação, - da criança - e nem qualquer sinal (sustento) dele vêem.
…que, frequentam escolas oficiais que vergonhosamente e inadmissivelmente não tem qualquer espécie de segurança, quer no interior quer no exterior e que se o têm é tão ineficaz quanto a sua inexistência. Crianças essas que são diariamente assaltadas, roubadas, agredidas, violentadas, sem que as autoridades quer policiais quer políticas resolvam de vez esta vergonhosa situação - radicalmente -, como se isso fosse qualquer situação de impossibilidade resolução. Não tem existido, quanto a mim, vontade política, nem vontade das polícias, para o fazerem. Não o desejava eu afirmar peremptoriamente que os vários ministros da educação e da administração interna têm sido tão ignorantes e incompetentes, que nunca foram capazes de o fazer; o primeiro em relação e no interior das escolas e o segundo na via pública, mas, o que é facto é que estes dois problemas sociais se agudizam dia a dia.
…que, lhes fecharam as escolas e que agora têm que se deslocar em viagens de 10, 20, 30, 40 ou mais quilómetros, em autocarros velhos, sem aquecimento - em terras gélidas -, que foram importados em segunda mão de países esses sim desenvolvidos, como a Alemanha, que se despenham pelo caminho. Tudo devido a políticas de incompetência a troco de meia dúzia de Euros de poupança.
…porque, filhos de coitadas de crianças de ontem, que, são as mulheres e homens activos de hoje, que, vivem agoniados e revoltados contra tudo e contra todos devido a terem sido criados e educados por uma “cartilha” de mãe, ou pai, unicamente. São filhos, que, também eles sofreram e que devido a isso, pelo trauma com que ficaram, ou outra qualquer razão, fazem sofrer, eles, hoje os seus cônjuges e os seus filhos.
Coitadas das crianças de hoje, …
…que, sofrem de um grave problema; “doença”- hereditária - social:




majosilveiro

sábado, 20 de março de 2010

NO DIA DE LIMPAR PORTUGAL: A vida não pára, tem um ciclo; é o ciclo da vida.

A vida não pára,
tem um ciclo;
é o ciclo da vida.



Porque a vida não pára, porque a vida é um ciclo e, porque o ciclo da vida é constante;
Terá que ser constante a luta por um mundo melhor no que respeita à salvação do planeta, à defesa do ecossistema, à defesa dos oceanos, dos mares, dos lençóis freáticos, dos rios, lagos, enfim, de toda a água e, por consequencia a única forma da salvação da Humanidade.
A minha preocupação actual está condizente com a preocupação do mundo - com a preocupação das Nações - em todas as vertentes, desde a defesa da ecologia, pela separação dos lixos - pelas reciclagens - pelas estações de tratamentos dos variados tipos de resíduos, como os domésticos, os da indústria pesada, os industrias ligados aos variados tipos, os hospitalares e ligados à saúde, aos dos aparelhos como os electrónicos, das máquinas como os computadores, dos consumíveis de variada indústria, dos de desgaste como os pneus, dos óleos de culinária, dos óleos industriais, dos óleos automóvel e, uma infinidade de milhares de tipos de lixo que, a não serem reciclados, tratados, aproveitados e reaproveitados, a humanidade, dentro de pouco tempo, não terá espaço para si e morrerá atolada em todos os monstros que nos deixaram de ser úteis.
Eu assim o fiz durante mais de trinta anos em que geri a minha empresa industrial de Prótese Dentária em que produzia lixo derivado de gessos, sílica, alginatos, metais, acrílicos e, que, era separado do outro tipo de lixo – diferente -, metido em sacos e entregue individualmente nos acolhedores.
Assim o fazem igualmente as clínicas dentárias que conheço porque meus clientes da altura.
Hoje, os métodos de separação dos lixos em minha casa - separado antes de ser vazado nos recipientes municipais pelos vários tipos de materiais; vidro, papel, cartão, metais, plásticos, pilhas, monstros, (aparelhos, madeiras ou outros), que, não havendo recipientes próprios para alguns dos casos e aí terem de ficar à margem, fora dos contentores, - deu lugar à forma tradicional - ecológica como desde há mais de cinquenta anos - desde a minha existência - e até há cerca de pouco mais que quinze ou vinte anos - tantos quantos se começaram a organizar e a consciencializar as pessoas para estes actos - e que era a formação de pilhas (estrumeiras) onde diariamente depositava os restos ou os desperdícios de produtos alimentares, os não comestíveis como as cascas de fruta, de batatas, de vegetais e, onde se acamavam as folhas de árvores, de parreira, de vegetação variadas, de excrementos retirados da limpeza dos casebres ou das gaiolas de animais e das aves e que sobrepostos em monte, em pilha, ali deixados a putrefazer em acrescento diário, seria após algum tempo usado como adubo para as terras na agricultura caseira - chamada hoje de agricultura biológica.
Ou de uma ou de outra forma, o lixo deve ser separado, reciclado, tratado, aproveitado, reaproveitado, até outro ciclo se completar, que, conforme a vida, as coisas têm um ciclo; o ciclo da utilização das coisas.
Mas, a continuar conforme as pessoas actualmente actuam, que, atiram tudo quanto é lixo para as ruas, para os pinhais, para as florestas, fazendo lixeiras em locais onde antes havia vegetação, a continuar conforme, empresas actualmente fazem, principalmente indústrias e de construção civil e outras que, esvaziam camiões de inertes em locais inapropriados à socapa das autoridades, a continuar com as atitudes impensadas da nossa população que diariamente lançam no nosso mar e nos nossos rios tantos quantos objectos e o próprio lixo, que, depois é dado à costa, pelas marés e, que, ficam nos areais das nossas praias, formando uma lixeira continuada de cerca de setecentos quilómetros, tantos quantos tem a nossa costa;
A não se inverter esta situação, urgentemente, quebra-se o ciclo da utilização das coisas, dando origem à asfixia da Humanidade.


majosilveiro

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

AO POVO QUE SOFRE DA ILHA DA MADEIRA





Ao Povo que sofre da Ilha da Madeira

A natureza está revoltada,
Tudo, tudo tão de repente,
Tantos cataclismos, tanta água,
E tudo vai com a corrente,
Sofre e morre tanta gente.


E Deus?
Meu Deus, suplico - Te para ver;
Acode a toda aquela gente a sofrer,
E mais aos prestes a morrer,
Como pode tudo isto acontecer?


Sofre toda a Ilha da Madeira,
Inundações e morte em toda a ilha,
Está destruída a Pérola, quase inteira,
Para muitos acabou ali a vida.


Tantas Almas dali partiram,
Outras, entre a vida e a morte, salvas;
Tantas vidas resgatadas,
Que em tempo, se livraram.


É preciso reconstruir,
Vamos lá todos unir,
Esforços e boa - vontade,
Trabalhar com força e com verdade.


Ajudai os Povos da Madeira,
Por qualquer forma, de qualquer maneira,
Haja por todos boa intenção,
Peçam a Deus a Sua intervenção.




majosilveiro




domingo, 14 de fevereiro de 2010

AO POVO DO HAITI - Oremos: Que cada um faça a sua oração






AO POVO DO HAITI



NESTA HORA MAIS DIFÍCIL:



A DO AUXÍLIO AO POVO;



A DA RECONSTRUÇÃO



majosilveiro

sábado, 13 de fevereiro de 2010

ELAS CANTAM ROBERTO CARLOS - HOMENAGEM AO CANTOR E AO POVO DO BRASIL





ELAS CANTAM ROBERTO CARLOS -


homenagem ao cantor e ao povo do Brasil


Justo; precisamente, neste momento, findo de visionar um D.V.D. de homenagem a Roberto Carlos - Elas cantam Roberto Carlos - que me chegou do Brasil, enviado pelo meu recente amigo Evaristo, - ele, grande “panoramista“, com galeria de fotografia no site panoramio - apaixonado da música brasileira e portuguesa, porque é um homem sensível - e, por conseguinte, De Bem.

É tão sensacional esta homenagem, este espectáculo e, são tão formidáveis todas aquelas artistas cantoras e acima de tudo mulheres, que, não existe alma que não vibre, que não se emocione, que não chore; de alegria, de emoção, de prazer.

Ao longo do impressionante espectáculo fui meditando:


Insensível é, aquele que não se sente,
Aquele que não estremece,
Aquele que não se arrepia,
Aquele que não chora.


Que não sente a dor alheia,
Que não sente a fome no mundo,
Que não sente o sofrimento,
Do irmão em desalento.


Que não se arrepia dos males que hoje em dia,
São as desgraças do planeta a que pertenço,
Que se desintegra a cair aos pedaços;
Não se arrepia e deixa cair os braços.


Que não estremece ao ler poema,
Que não estremece ao escutar declamação,
Nem ao ouvir qualquer canção,
De Amor ou de paixão.


Aquele que não chora, insensível,
Ao poema, ao amor, à canção,
Ao lamento e ao perdão,
Só pode, não ter coração.


Os meus agradecimentos ao povo do Brasil, que, tão fortes motivos dá aos poetas, aos cantores e trovadores do Brasil, para que nos surjam tão belos poemas e tão belas canções, como aquelas apresentadas no grandioso espectáculo que foi “Elas Cantam Roberto Carlos”.


O Rei - Roberto Carlos, - esse, está sempre à altura, sempre no pedestal, sempre adorável.


Os meus agradecimentos ao Evaristo.

Um Bem Haja

majosilveiro

domingo, 24 de janeiro de 2010

TIRAREI ÁGUA DA PEDRA, ESCREVEREI POEMAS DO NADA

TIRAREI ÁGUA DA PEDRA


ESCREVEREI POEMA DO NADA


O mundo está em aflição,
Com tanto dilúvio com tanta inundação,
Com tanto desastre com tanto horror,
Com tanto abalo por grande tremor.

Debaixo de escombros como que refugiados,
Homens moribundos morrem à sede,
Mulheres à míngua morrem esfomeadas,
Crianças debilitadas à vida agarradas,
Todos resistem com o nada de nada.

Com o nada resistem e vivem,
Com o nada se alimentam,
À espera de ajuda ou de uma má morte,
Esperam ali por melhor sorte,
Não querem partir sem a Bênção de Deus.

Tirarei água da pedra,
Para salvar moribundo,
Escreverei poema do nada,
Para salvar o Mundo,
Deus me ajude neste desejo profundo.

majosilveiro