segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MEUS OLHOS CHORARAM NO VALE






MEUS OLHOS CHORARAM NO VALE

 

 

 

Adormeci no Vale, entre a Natureza.

Acordei no seio da mesma beleza.

Agradeci a Deus por mais um dia,

Disse aos Céus e aos Anjos; Bom-Dia.

 

 

Passeei e passei os olhos pelo monte,

Bebi e lavei a cara na fonte,

Nas frescas águas do Rio Tora;

Rio que corre mas não vai embora.

 

 

Na Capela Mortuária entrei,

Orei, me indignei e chorei,

Despedi-me de meu amigo;

Não vou mais estar contigo.

 

 

Revoltado fui embora,

Com os olhos tal rio Tora;

Enchi o seu pequeno caudal,

Que atravessa a Freguesia do Vale.

 

 

 

João da mestra, 19 de Agosto de 2012

 

                                   Em Homenagem ao Amigo e conterrâneo Alexandre que desde há 20 anos vivia na Freguesia do Vale, Arcos de Valdevez.

 

JARDIM DAS ROSAS

 
 
 
 
 
 
JARDIM DAS ROSAS



Caule roseira que das cinzas nasceste,

Que, rosa, de ti e das cinzas deste,

Sois o corpo e a mais bela flor,

De outro corpo, que, morreu de amor.



Corpo de amiga, de amigo, de amante,

Que passou por esta vida em um instante.

Corpo de filha, de filho, de marido, de pai, de mãe,

Que, agora, em flor, te amam também.



Corpo e Alma nesta Terra foste nosso amor,

Nosso amor, continuas, mas em flor;

Vives no mais belo “Jardim das Rosas”,

Das Cinzas de pessoas amorosas.



João da mestra, 22 de Agosto de 2012



Inspirado na comparência no“Jardim das Rosas” do Cemitério
do Prado do Repouso, no Porto.




 
 
 
 


ROSAS...Simplesmente

 
 
 
 
 
 
Rosas simplesmente
 
Vi roseiras a serem plantadas,
Em cinzas que foram doadas,
De Almas que voaram aos Céus.
 
Tantas rosas, ali juntas, Meu Deus,
No mais belo jardim em constante formação,
E, todas, tão bem e em paz se dão.
 
Não poderia este mundo ser também um jardim,
Se cá nos dessemos assim?
Conforme rosas, simplesmente!
 
Será que seria um mundo doente?
 
 
João da mestra, 27 de Agosto de 2012
 
 


Descomunal figura - Sherlock Holmes





    Descomunal figura
 
 Sherlock Holmes, que, não comes,
se és bom investigador,
descobre quem é esta flor,
que passa a vida a comer.
Sua largura dá para entender,
que não come só para entreter.
 
 
Desvenda lá tu, Scherlock Holmes,
vê se és investigador competente;
Se fores suficientemente inteligente,
descobrirás que importante gente,
é descomunal figura de Canidelo,
bom rapaz e homem belo.
 
 
Sir Arthur Conan Doyle , é João da mestra em,  
 
27 de Agosto de 2012
 
 

 

 



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

HEI-DE IR UM DIA A PORTO MAS NÃO TRISTE - João da mestra
















HEI-DE IR UM DIA A PORTO MAS NÃO TRISTE


Eu hei-de ir um dia a Porto,
Alegre todo o caminho,
Para levar um raminho,
Àquela que me quer…, poucochinho.


Hei-de ir um dia até ao Porto,
Alegre, daqui até lá a cantar,
Um ramo de flores levar,
À noiva…, que me não está a esperar.


Hei-de ir mesmo um dia a Porto, Alegre;
Minha Musa inspiradora procurar,
Desde que ela me deixou,
Não me vejo verso a lançar.


Eu hei-de ir a Porto, Alegre
E levar uma galinha,
Para ver se me anima;
Quando ovo ela botar.


É que não estou a gostar,
De tanto silêncio assim,
Já que eu não boto verso,
Bota a galinha por mim.


Pode ser que faça inspirar,
A minha Musa inspiradora,
Ela verso passará a botar,
Eu a seguirei conforme outrora.


João da mestra, 27 de Fevereiro de 2012






















majosilveiro - João da mestra

domingo, 13 de novembro de 2011

SANTA, ANJO E FADA ; À MINHA MÉDICA DE FAMÍLIA




HOMENAGEM À MINHA MÉDICA DE FAMÍLIA, DO POSTO DE SAÚDE DE MEDICINA FAMILIAR DA SENHORA DA HORA

*


*
CARAVELA

*

*














FADA, ANJO E SANTA
*
*
*
Deslizou do Céu até mim,
Envolta em Nuvens Celestiais,
De Asas Brancas Adornais,
Qual Santa, qual Querubim?
*
*
É Anjo Dos Céus vinda À Terra,
Sarar as feridas desta guerra,
Cuidar de simplório pecador,
Que sofre, embora sem dor.
*
*
É Santa, na Medicina Familiar, Social,

Fez o Juramento de “Hipócrates”,
Enviada por São Pedro e Deus, para tal;
Para me Salvar das veras “Mortes”.
*
*
Nunca se mostra cansativa,
Está sempre atenta e prestativa,
Sorridente, bem-disposta e compreensiva,
Me consulta com imensa iniciativa.
*
*
É Deusa na Terra, nesta hora,

É Fada no Posto de Saúde

Do Centro da Senhora da Hora,

Onde vou muito amiúde.

*

*

É Anjo na Unidade Caravela,

Ai !…, que eu gosto tanto dela;
Tão bem trata da minha saúde,
Que mais não morro, ficarei a Glorificar

A Médica CARLA CAMPOS; A Abençoar.
*
*
João da mestra, 13 de Novembro de 2011
*
*
Para a Digníssima Médica Drª. CARLA CAMPOS, da Unidade de Saúde “CARAVELA”, do Centro de Saúde Familiar da Senhora da Hora. Médica incansável, que merece ser louvada e engrandecida pelos seus doentes e superiores.
*













majosilveiro


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Três Canções


*
Em homenagem a três canções, a três autores e a três intérpretes.

*
Incluo, também, José Niza, falecido muito recentemente.

*











*

*
TRÊS CANÇÕES

*

*
Parada estava esta Nação,
Calada estava, sem ilusão,
Mas, eis que se ouve uma canção,
Que faz “acordar” a população:
*
“E Depois do Adeus”;
Quem nos acordou foi Deus.
*
Longos momentos passaram
E mais nada assinalaram.
O Povo voltava a adormecer,
Quando outra canção veio interromper,
Aquele silencio de morrer.
*
“Grândola Vila Morena”,
Nos alertava para a cena.
*
Grândola é Vila Morena,
Lá no meio da seara,
Naquela madrugada com muita idade,
Vila Morena veio à cidade,
Percorreu todo o País,
Distribuiu fraternidade.
*
Grândola Vila Morena,
Terra da Fraternidade,
De um País com muita idade,
Onde não existia liberdade.
*
Juntou-se exército e marinha,
E também a força aérea,
E todos de cravo na mão,
Iniciaram a Revolução.
*
Juntou-se-lhes o Povo, com razão,
Que engrossou em multidão,
Organizou-se com prontidão
E venceu a Revolução.
*
Não houve mortos nem feridos,
Eu o posso atestar,
Era o enfermeiro de serviço,
No Hospital do Porto, Militar.
*
Aquela madrugada foi Sagrada,
A Canção seja louvada,
“Grândola Vila Morena”,
“Terra da Fraternidade”.
*
Apareceu nova sociedade,
Não é o Povo quem mais ordena,
“Eles comem tudo, eles comem tudo”,
“Eles comem tudo e não deixam nada”.
*
*
João da mestra,
*
*
Setembro de 2010
*
*
Em homenagem a três canções, a três autores, incluindo José Niza falecido recentemente e a três intérpretes e, ao que elas significaram e significam na vida do Povo Português e de Portugal; “E DEPOIS DO ADEUS”; “GRÂNDOLA VILA MORENA” ; E,  “ELES COMEM TUDO”.
*
*
majosilveiro