MAJOSILVEIRO
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
FLORES SILVESTRES PARA AS AMIGAS E AMIGOS
MAJOSILVEIRO
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
FLORES - COLHI MUITAS
FLORES
Colhi uma flor com amor,
Com amor a ofereci também.
Pedi um beijo a outra flor,
Negou-o com muito amor.
Gostou da flor e recebeu-a,
Guardou a flor com amor.
Pedi-lhe outro beijo com amor,
Negou-o. Mas foi um grande amor.
Pedi-lhe outro beijo e mo deu,
Foi o beijo para toda a vida,
Outra flor que possuía lhe ofereci,
Dela nunca mais desisti.
Ainda tem a mesma flor,
E juntou mais outra que lhe dei,
Amou três flores, três amores,
Que durante o mesmo tempo amei.
Dois botões se lhe rebentaram,
Camélia e Cravo se lhe deu,
Com cinco flores ficou,
Uma das flores sou eu.
Com cinco flores fiquei,
Uma das flores é amor.
Uma das flores é avó,
Outra das flores é avô,
Dois cravos já pais são,
De camélia e cravo, dois botões;
Dois netos, dois corações.
João da mestra
majosilveiro
terça-feira, 19 de abril de 2011
DEUS VIU - A FOTO DE "COR É VIDA"
DEUS VIU
DEUS VIU
Olhei e vi,
Gelei e chorei,
Abençoei, mas, congelei;
Não há pais para ti.
Olhei e vi,
Abençoei e chorei,
Deus: - parti,
Não me quero aqui.
Mundo cão,
Onde, sem nenhuma razão,
Se faz a guerra,
Por um pedaço de terra.
Mundo cão,
Onde todos estão,
Em conflito constante;
Que viver degradante.
Selva de povos,
É Páscoa e trocam os Ovos,
Por balas de canhão;
Todos se matarão.
Selva de povos,
Que sem contemplação,
Tudo destruirão;
Fica criança no suão.
Deus Caridoso,
Salva também militar,
Porque também ele poderá salvar,
Não foi feito só para matar.
Deus Poderoso,
Salva toda a criança,
Traz-lhes a Bonança
E dá-lhes Esperança.
Deus Poderoso,
Dá um colo a cada criança,
Torna o Homem bondoso;
Que não sejam todos “criança”.
Onde chega a guerra,
Chega toda a tragédia,
Saibamos nós trocar,
A bala, pela branca pomba e orar.
João da mestra, em 9 de Abril de 2011
(para comentário de artigo “Uma foto real”, publicado no Facebook -, da origem “Cor é Vida”, onde apresenta foto de uma criança, salva, em colo de militar).
domingo, 3 de abril de 2011
ZEMÉCO - JOSÉ AMÉRICO ROIG - PRAIA MAR GROSSO - SÃO JOSÉ DO NORTE - RS - BRASIL
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ZEMÉCO JUNTO AO MINGHAI-PRAIA MAR GROSSO-SÃO JOSÉ DO NORTE-RS
*/ /
FOTO DE SERGIO ROIG * O PINTOR ZEMÉCO * /
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http://www.panoramio.com/photo/37566478
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majosilveiro, disse: /
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Zeméco fenomenal pintor, *
S. José do Norte, cidade contemplada, *
Mar Grosso, leito inspirador, *
Estética Arte nos era dada. *
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Abençoada a criatura; *
O Homem José Américo Roig, *
Artista de colossal bravura, *
Na tela transmitia Cultura. *
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majosilveiro - João da mestra *
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* BLOG - OLHAR VIRTUAL - DO ARTISTA PLÁSTICO JOSÉ AMÉRICO ROIG - ZEMÉCO *
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http://olharvirtual.blogspot.com/ *
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*Link com a nota de falecimento do artista plástico Zeméco.
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*http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/index.jspx?uf=1&local=1&action=getObituary§ion=Obituario&obituaryId=20042
majosilveiro
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Fui Enfermeiro Militar, Na tropa, toca a marchar, P´ra frente, de seringa na mão, Salvar, quem está em aflição.
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Em Angola, apanhou c´uma mina,
Que por sorte, não o mandou p´ra morte.
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FUI ENFERMEIRO MILITAR
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Fui enfermeiro militar;
Na tropa, toca a marchar,
P´ra frente, de seringa na mão,
Salvar, quem está em aflição.
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Um, dois, esquerdo, direito,
Vamos tomar isto a peito,
Está militar a sofrer,
Com ferida aberta, a doer.
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Encaremos esta situação,
Está mais um em aflição,
Com uma perna partida, que espera,
Com tanta dor, que, desespera.
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E agora, um que está cego,
Mas de ódio, pela má sorte;
Em Angola, apanhou c´uma mina,
Que por sorte, não o mandou p´ra morte.
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Militar ferido p´ro Continente vinha,
P´ra se tratar e cá ficar,
Inválido permanentemente,
Até ao fim de sua vida; mas que vida,
Mas que vida, mas que vida.
E não continuo,
Para mais não mexer na ferida.
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João da mestra

majosilveiro
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Neste Início de Ano; Flores para as amigas e rosas para as Rosas
Flores para as amigas
e rosas para as Rosas
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Rosas para as Rosas
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Não sou cravo,
Não sou rosa,
Nem sou flor de jardim,
Não sou flor que se cheire,
Nem tão pouco o jasmim.
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Não sou tulipa,
Nem margarida,
Nem qualquer flor assim,
Não sou flor que se cheire,
Nem a rosa ri p´ra mim.
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Não sou jarro,
Não sou camélia,
Nem sequer senhor de mim,
Não sou flor que se cheire,
A rosa não gosta de mim.
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A rosa, bela flor,
Não está no meu jardim,
Não sou cravo,
Não sou rosa,
Vou morrer longe…, enfim.
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Encontrei no meu jardim,
Flor que colhi para mim,
Mas rosa não está livre assim,
Rosa não é para mim.
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João da mestra
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http://cid-493d02fe09df155e.skydrive.live.com/browse.aspx/Novo%20%c3%a1lbum - flores
segunda-feira, 31 de maio de 2010
TRADIÇÃO DAS FAMILIAS DE CANIDELO - GAIA - CAMINHADA AO SENHOR DA PEDRA A MIRAMAR
Contributos para a história das Rusgas ao Senhor da Pedra,
levadas a cabo por Canidelenses
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CAMINHADA PARA A
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CAPELINHA DO SENHOR DA PEDRA EM MIRAMAR
Na FREGUESIA DE ARCOZELO
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CIDADE E CONCELHO DE GAIA
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30 DE MAIO DE 2010
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Fui ao Senhor da Pedra, a pé,
Confirmar se ainda é,
O que era antigamente.
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Vi enormes grupos de gente,
A dançar e a bailar,
Mas sempre a caminhar,
Conforme era primitivamente.
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Vi ranchos de folclore a dançar,
Homens com acordeão a tocar,
Mulheres de pandeireta na mão,
Onde logo se juntou o João,
Com sua voz a cantar.
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Vi rusgas com arco embandeirado,
Raparigas com o riso rasgado,
Descalças e de chinelos na mão,
Onde se foi juntar o João,
Com elas juntamente a dançar:
Oh… acordei estremunhado…
…era eu a recordar.
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Fui ao Senhor da Pedra a pé,
Para ver se ainda lá está,
A capelinha de pé.
Com tanta destruição,
Nunca se sabe o que farão,
Homens sem contemplação.
Fui ao Senhor da Pedra, a pé,
Minha mãe também lá foi,
Avó, bisavó e mais até,
Ver a pegada do boi.
Eles me acompanham actualmente,
Em espírito sempre presente.
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Minha mãe foi porta-bandeira,
Há mais de setenta anos,
Num grupo de jovens raparigas, animados,
Que, ficou a ser, o Clube dos “Chalados”
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Fui ao Senhor da Pedra, a pé,
Também já lá ia o meu pai.
Comigo, agora o neto vai.
Espero com bisneto ir,
Aí, irei a pé e a pedir,
Que me levem ao colo…,
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É tradição antiga de todas as famílias:
Pais, mães, irmãos, avós, filhas,
E Consortes de boas sortes,
Ir-mos a pé ao Senhor da Pedra,
Ver a pegada do boi,
Para depois contar como foi,
Aos netos e bisnetos vindouros.
Assim fizeram nossos tesouros,
Bisavós, trisavós e tetravós.
E hoje, lá, rezamos por vós.
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Hoje fomos vinte e três,
Que, abalamos outra vez,
Ao Senhor da Pedra, a pé.
Nossa rusga a maior é;
Move-nos grande amor, extra vulgar,
De união familiar.
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A meio caminho é a merenda,
Bolinhos, rissóis, panados e croquetes,
Boroa, presunto, pescada frita em filetes,
Abancar é no pinhal, não paga renda.
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Vamos lá a continuar,
São duas horas a caminhar,
Por entre matas e pinhais…,
Oh! …Era eu a recordar…,
Isso era antigamente,
Que no momento presente,
Pinhais…? Os há poucos ou jamais.
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Fui apanhar camarinhas,
Às dunas, à beira-mar,
Comia-as, tão pequeninas,
Sabiam a água salgada,
Da água do mar as lavar.
Como agora recordo,
De quando éramos criancinhas.
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Vamos por estrada marginal ao mar,
Não por sombra de pinheiro,
Mas debaixo de sol e de braseiro.
Vamos a pé e a caminhar,
E nós ali com tanto mar,
Não poderíamos ir a navegar?
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Antigamente, ia meu pai montado em cavalo,
O cavalo é que ia a pé,
Todo repostado ia o cavaleiro,
A meter vista às moçoilas, prazenteiro.
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Ou então iam de burro,
Em animal que não era burro,
Pois, quando na inteligência lhe dava,
Caminhar se recusava,
E ao dono até o mandava,
Montar p´ra outra manada.
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Também iam em carros de bois,
Com suas carroças engalanadas,
Carregavam os mais idosos,
E toda aquela criançada.
Também os bois lá iam,
Ver a dos seus irmãos, a pegada.
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Agora, outros de bicicleta vão,
A toda a força a pedalar,
Assim, mais depressa vão,
Nós, a pé, vamos mais devagar.
Todos nos vamos juntar,
Lá no terreiro, no areal,
De fronte p´ra capelinha,
Mas que grande arraial.
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Lá no alto daquela pedra,
Lá está a capelinha,
Tão bonita tão pequenina,
Lá, encerrado está, Nosso Senhor da Pedra.
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Por trás, a pegada do boi,
Cuja lenda, há muitos séculos foi.
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João da mestra
Rusga ao Senhor da Pedra
Há mais de setenta anos,
Num grupo de jovens raparigas, animados,
Que, ficou a ser, o Clube dos “Chalados”
1937(?)
O cavalo é que ia a pé,
Todo repostado ia o cavaleiro,
A meter vista às moçoilas, prazenteiro.
1937 - 1940 (?)
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Vai ancião excitado,
Vai o Victor com sua viola,
Cruzam-se no caminho outras rusgas,
Ficou gravado na memória,
Grande rusga com Glória,
Saiu para festa de rebenta,
Lá pelos anos quarenta.
/
O Mário, no Cavaquinho,
No Violão, o Victor manquinho,
Na Braguesa, o Francisco Ribeiro,
De Almeara partiram primeiro,
Com passagem p´lo Paniceiro.
/
Juntou-se o José Teixeira,
A tocar o seu Violão,
Ao passarem junto do Amor
E, todos juntos foram então,
P´ro Senhor da Pedra grande, ao Senhor,
P´ra junto daquela Ribeira.
/
Lá, no cimo do Penedo:
O Mário, o Victor, o Ribeiro e o Teixeira,
Acompanhados pelo fadista e tenor,
Alexandre Monteiro,
Na Alma e no Coração,
De toda a gaiata solteira,
Cantaram ao Senhor da Pedra,
Que, hoje a tocata, Sagrada, era.
/
Rivalizavam os Ranchos e as Tunas,
As Marchas e as Rusgas,
Os Marchantes Cantadores,
Acompanhados com seus tambores,
Dos Grupos dos Chalados,
Dos Primavera e Malaquecos,
A tocarem as suas Rebecas.
Contributo para a história das Rusgas ao Senhor da Pedra, levadas a cabo por Canidelenses, desta feita, a organizada pelo meu pai, Alexandre Monteiro, entre 1936 a 1942.
A cantar e a dançar,
Mais das Raízes de Canidelo;
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